domingo, 3 de maio de 2009

Ahhh... o amor!


Coríntios 13:1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
I Coríntios 13:2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
I Coríntios 13:3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. I Coríntios 13:4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
I Coríntios 13:5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
I Coríntios 13:6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
I Coríntios 13:7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Sentimentos são...


"Sentimentos são
Fáceis de mudar,
Mesmo entre quem
Não vê que alguém
Pode ser seu par.

Basta um olhar
Que o outro não espera
Para assustar e até perturbar
Mesmo a Bela e a Fera.

Sentimento assim
Sempre é uma surpresa
Quando ele vem
Nada o detém
É uma chama acesa

Sentimentos vêm
Para nos trazer
Novas sensações
Doces emoções
E um novo prazer

E numa estação
Como a primavera
Sentimentos são
Como uma canção
Para a Bela e a Fera

Sentimentos são
Como uma canção
Para a Bela e a Fera."

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Transformações


"De tudo ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando…
A certeza de que precisamos continuar…
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…
Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo…
Da queda, um passo de dança…
Do medo, uma escada…
Do sonho, uma ponte…
E da procura, um encontro…"
(Fernando Pessoa)

domingo, 12 de abril de 2009

O que me faz amar um homem


Eu realmente acreditava que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Elucubrações e digressões me impressionavam. Conhecimentos literários, artísticos, práticos seduziam a eterna adolescente em mim. Mas descobri que não era isso que me fazia amar: de nada adianta um cérebro invejável, citações brilhantes, se ele não rir das próprias besteiras, se não souber aproveitar as delícias do ócio de um sábado quente. Então percebi: bom humor era essencial.

É delicioso estar com alguém que vive sem arrastar correntes e faz dos pequenos horrores cotidianos inevitáveis piadas. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, quero alguém que me conforte a alma. Nesses momentos, nada pior do que ser levada na brincadeira - existe uma imensa diferença entre a alegria de viver e a recusa a sair da infância. Então fui invadida pela certeza de que o que me fazia amar alguém era, antes de tudo, a sensibilidade.

Telefonemas de bom-dia, olhares que vêem, pequenos gestos incontidos - tudo o que eu podia querer. Ou quase. Só sobrevive ao meu lado alguém que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas preciso da certeza de estar com um homem de verdade e não com um moleque preso no complexo de Peter Pan. Quero ser domada, tomada.

Nem inteligência, bom humor ou sensibilidade me faziam amar alguém. Talvez fosse virilidade.

Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha. Ser desejada com urgência é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta: quando acaba o suadouro, o que resta? Se o que interessa é a movimentação, tudo bem. Mas se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhado de cuidado, carinho. Pensei, então, que ele seria a pedra fundamental pra despertar meu amor. Mas carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora de um desconhecido.

Um dia, cansei de tentar adivinhar. E, nesse dia, após tantas enumerações paralisadoras e neuróticas, descobri. Hoje sei exatamente o que me faz amar um homem: o amor existir.

Quando é necessário justificá-lo, procurá-lo, racionalizá-lo, é sinal de que ele não está ali.

Simples assim.

(Ailin Aleixo)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Versos Simples


Versos Simples Chimarruts

G           C9
Sabe já faz tempo,
D9
Que eu queria te falar
G C9 D9
Das coisas que trago no peito
G
Saudade,
C9 D9 G9
Já não sei se é a palavra certa para usar
C9 D9
Ainda lembro do seu jeito

Bm7 Am7
Não te trago ouro,
D7/9 Bm7
Porque ele não entra no céu
C9 D7/9
E nenhuma riqueza deste mundo
Bm7 Am7
Não te trago flores
D7/9 Bm7
Porque elas secam e caem ao chão
C9
Te trago meus versos, simples
D9 G
Mas que fiz de coração

( G C9 D9 )

D9 G9
fiz de coração

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Já...


"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"

(Clarice Lispector)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mudaram as estações..


Por Enquanto Cássia Eller

G        D/F#
Mudaram as estações
C G/B
Nada mudou
C G/B
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
F Am D7
Está tudo assim tão diferente
Em Bm C G/B
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Em Bm
Que tudo era pra sempre
C G/B Am C D
Sem saber que o pra sempre sempre acaba
G D/F#
Mas nada vai conseguir mudar
C G/B
O que ficou
C G/B
Quando penso em alguém só penso em você
F Am D7
E aí, então, estamos bem
Em Bm C G
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Em Bm
Nem desistir, nem tentar
C G/B
Agora tanto faz
Am C D G D/F# C G/B C G/B F Am D7
Estamos indo de volta pra casa

Em Bm C G
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Em Bm
Nem desistir, nem tentar
C G/B
Agora tanto faz
C Am D G D/F# C G/B C G/B F Am D7 G
Estamos indo de volta pra casa

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Florista


Naquela primavera, o perfume das flores exalava por toda a rua dos Alfeneiros. Sua fragrância ia percorrendo as singelas casas que haviam por ali, até entrar na única janela aberta de uma casa rosa, número quatro.
Toda manhã, Bianca gostava de sentir o vento tocando seu rosto rosado e ver o brilho do sol entrando em seu quarto. Só depois disso, seu dia realmente começava.
Enquanto se arrumava, seu amigo Leonardo já a esperava na floricultura da esquina, onde os dois trabalhavam havia dois anos. Segundo ele, a floricultura só engrenou após a chegada da moça, pois ela era muito simpática e pegava a amizade dos clientes facilmente.
Nessa época do ano, o local era agitado e Bianca vendia desde arranjos com as mais belas rosas vermelhas colombianas até as mais simples violetas. Vendia a todos, porém nunca havia recebido flores, nem sequer aquelas apanhadas do jardim. Mas, aquela Quarta-feira havia sido especial. Algo diferente havia acontecido.
Chegara na floricultura como todos os outros dias. Sorridente, entrou pela loja cumprimentando todos que já estavam apreciando as flores. Deixou sua bolsa no armário e foi em direção ao balcão. Ao sentar na cadeira, viu um pequeno arranjo de flores do campo em sua mesa. Procurou um cartão ou qualquer outra identificação de entrega. Não achou. Confusa, contou a Leonardo o ocorrido e confirmou que aquelas flores eram mesma para ela. Apesar de achar que alguém havia cometido um tremendo engano, também pensou em quem poderia ser o seu, agora, admirador secreto.
Passaram-se alguns dias, mas Bianca não havia esquecido a pessoa misteriosa. Por quê será que não havia nenhum cartão? Medo de se identificar? Essas eram as perguntas que passavam na cabeça de Bianca. Quem escutava suas lamúrias era o coitado de Leonardo, que não sabendo o que falar, deixava sua amiga ainda mais confusa.
No final da tarde, quando ia fechar a loja, Leonardo disse que poderia fechá-la sozinho. Bianca nem hesitou, pois estava cansada demais. Chegando em casa, foi conferir todos os extratos, pedidos e contas do final do mês. Acabou achando um papel meio amassado entre os outros tantos. Abriu. Percebeu que era uma caligrafia conhecida. Era um pedido. Um pedido feito numa quarta-feira, onde foram encomendadas flores do campo. Bianca deixa cair o papel de suas mãos e o seu coração acelera. Pensamentos confusos e vários acontecimentos rodando em sua cabeça. Estava sem ação, sem palavras. Sorriu. Não sabia explicar o que estava sentindo. A única coisa que sabia era que seu coração queria ver Leonardo.
(Dayane Ros)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O Centro


Corro contra o tempo,
costurando o cruzamento.
Estrada da vida,
Caminho barulhento

Passos marchados,
batidas coordenadas,
horários marcados.
Seqüência interminável...

Floresta cinzenta.
Silêncio inquietante.
Semblantes frios,
Na busca incessante

Gente como a gente,
se escondem na multidão.
Máscaras de personalidade,
mera ilusão.

(Leonardo Dias)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Fases


Esse é apenas um breve texto. Crú e sem lapidações. Sem se preocupar com as prováveis besteiras ditas. Apenas soltá-las por aí...

FASES

O tempo passa. A infância passa. A adolescência também. A idade passa. As pessoas na rua passam. As vidas passam. Todos os momentos se tornam passageiros. Em cada uma dessas passagens, nós experimentamos a felicidade, a tristeza, amores e dessabores. Aprendemos coisas e desaprendemos outras tantas. Vemos, ouvimos, cheiramos e sentimos.
Nessa montanha-russa de acontecimentos e sensações, temos os nossos altos e baixos. Temos trevas em nosso caminho, mas também temos luz no fim do túnel. Tudo é uma questão de fases. Assim como a Lua, nós também temos as nossas. Algumas mais demoradas, outras muito, mas muito passageiras. É importante salientar que algumas delas voltam e outras podem permanecer conosco, como se fossem ETERNOS AMANTES, e é claro, nada além disso. As fases podem ser infinitas e variadas, cada uma com a sua peculiaridade. Diante disso, resolvi jogar e brincar com algumas fases que por vezes pertubam e por outras alegram tanto nossas vidas.